quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Inevitabilidade

Texto elaborado quando me encontrava no meu 11º ano de escolaridade, após um desgosto amoroso. Peço desculpa pelos erros gramaticais, mas optei por me manter fiel às palavras originais.

The inevitability of our last departure drives the majority of us, mortals, to defy the true meaning of inevitability. All try to overcome expectations of mortality in belief of some kind of escalation on the ladder of spiritual evolution. Each one chooses his own path to ascend. I believe life has but nothing of engorgement, all points to the contrary, but yet if this episode, in mankind almost insignificant is unfortunately so filled with grief and feelings that most rarely point to positivity, why should we try to escalate this ladder? Is it the right thing to do? Is there anything right or wrong? Isn't everything always right in the eyes of whom executes? I no longer feel eagerness in prevailing, in overcoming mortal expectations. I only feel eager to reach the inevitable.

Tradução:
A inevitabilidade da nossa última partida move a maioria de nós, mortais, a desafiar o verdadeiro sentido da inevitabilidade. Todos tentamos exceder as expectativas da mortalidade na crença de algum tipo de escalada numa escada de evolução espiritual. Cada um escolhe o seu caminho para ascender. Eu acredito que a vida não tem nada de pleno, tudo aponta para o contrário, mas ainda se este episódio, na humanidade insignificante é infelizmente tão carregado de sofrimento e sentimentos que raramente apontam a algum positivismo, porque deveremos nós tentar escalar esta escada? É a coisa certa a fazer? Haverá alguma coisa certa ou errada? Não é tudo sempre certo aos olhos de quem executa? Já não sinto entusiasmo em prevalecer, em sobrepor as expectativas mortais. Apenas sinto entusiasmo em alcançar o inevitável.

Texto escrito por: ZeNz0r (Ano lectivo 1999-2000)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vazio

Reina a calma, por fim, num coração dilacerado por uma paixão arrebatadora, predominando assim um vazio imenso e silencioso, como se tudo, de repente, se tivesse tornado como nos filmes de antigamente: mudos e a preto e branco.
O mar canta agora melodias tristes, cinzentas e violentas como nos dias de tempestade.
O céu, outrora azul e luminoso, cobre-se agora de um luto pesado, chorando a tristeza cantada pelo seu querido mar.
Tudo é tristeza e escuridão a seus olhos... Apenas uma luz pequenina tenta romper e sobrepôr-se à noite que perpétua no seu mundo. Mas tenta, apenas. Pois as forças faltam-lhe e o ar torna-se rarefeito ao longo do seu doloroso caminho.
Talvez um dia tenha forças suficientes para triunfar sobre a pesada noite que a encadeia e, talvez nesse dia, o mar cante alegres melodias e o céu se vista novamente daquele azul harmonioso de perder vista.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Liberdade

Mas quem disse que a nossa liberdade foi conquistada com o 25 de Abril??
Liberdade de expressão? Mas que no entanto não nos deixa falar de tudo o que sentimos. Liberdade de expressão para com quem? Se nem a pessoa que amamos podemos ter a liberdade de o dizer.

A nossa liberdade acaba quando começa a do outro, palavras de alguém sábio. A nossa liberdade acaba a partir do momento em que nos limitamos no que queremos fazer, porque apenas fazemos aquilo que podemos, ou seja, aquilo que os outros suportam.
Eu não sou livre, porque não posso chegar onde os meus sonhos chegam, porque não posso amar quem amo e porque muitas das vezes escondo aquilo que sou. Ninguém conhece ninguém porque ninguém pode ser livre a esse ponto.

Ontem deitei-me muito frustrada porque pensava neste mundo em que vivo e pensava no que as pessoas fazem umas às outras, no quanto nos magoamos, no quão falsos somos. A vida é muito curta e durante esse curto tempo o que fazemos? Praticamos o mal. Não podemos amar, e quando podemos fugimos porque não podemos confiar. Qual a razão de viver? Mostrar e provar a todos o quão não prestamos, o quanto não sabemos viver, o quanto não somos felizes? Eu indigno-me a viver num mundo assim e tenho pena que ele nunca venha a mudar.
No meio disto tudo, dou por mim com esperança, dou por mim a acreditar… Acreditar que pelo menos eu posso ter melhor, que posso mostrar a alguém o verdadeiro valor da vida, o que é amar, confiar e com isto ser feliz… Mas em momentos como o de ontem, também as duvidas me consomem por isso choro… Choro por ser insignificante no meio disto tudo e nada puder mudar, choro porque não posso ser livre e porque por mais que acredite não vejo. Dizem que acreditar é ir além do ver, é sentir, e eu sinto a maldade das pessoas, sinto aquilo que elas fazem, sinto o ódio e vejo o sofrimento, vejo a mágoa tanto de quem faz como de quem sofre, porque isto vem de trás, porque os que magoam agora já foram magoados e penso…o que fazer para mudar isso, porque é no acreditar que se pode mudar, que se conseguirá. Muitos dizem: não faças o que não gostas que façam a ti! Pois bem, porque não fazer realmente aquilo que dizem? São apenas palavras que de nada valem sem as acções, será que até se enganam a si próprios?? A resposta é sim. E eu penso, nasci no mundo errado, talvez nem devesse ter nascido porque no meu coração carrego sentimentos bons, sentimentos que não posso partilhar com ninguém porque ninguém os quer, porque não sabem partilhar. Ao ponto que o ser humano chegou!!! Haverá salvação? No meu coração sei que há. Salvarei eu alguém? Eu espero que sim, senão qual será de facto o motivo do meu nascimento? Preencher mais um espaço? Não quereria eu ter vivido se assim fosse…

As pessoas deveriam olhar melhor umas para as outras e deveriam valorizar mais aquilo que têm, um dia quando não tiverem será tarde demais, depois não terão como remediar, depois já não haverá lugar para a felicidade. O mundo traduz-se em sofrimento quando deveria ser uma dádiva… As pessoas não sabem viver…

… E essa é a minha conclusão!

escrito por: Maryline Christelle


Vida...

Viver e sobreviver sempre foi uma batalha constante...
Todos os dias lidamos com situações e pessoas as quais não entendemos, todos os dias desiludimos e somos desiludidos...e todos os dias perdemos coisas difíceis de perder... ou porque errámos ou porque erraram connosco... não podemos julgar porque por muito que nos tenham magoado também já magoámos... e é muito dificil emendar uma coisa que já tentámos tantas vezes...
As coisas acontecem porque errar é humano, desde que aprendamos com os erros, mas não vale a pena chorar o leite derramado, o que não tem remédio remediado está... resta nos preparar a próxima batalha, porque tudo é relativo e não saberemos o que nos vai acontecer amanha...
O que não nos mata torna nos mais fortes e com tempo tudo se esquecerá, ou pelo menos ajudar-nos-à a aceitar e a lidar com cada desgosto...

O que tiver que ser será...

escrito por: Maryline Christelle


para muito poucos, não para todos!

Quando uma coisa corre mal, tudo corre mal!
Mal temos forças para continuar, não temos forças para esperar...
Mas tudo melhora, nem q seja por breves instantes, pelo menos para termos um pouco de paz,
para descansarmos!

E quando isso acontece, sabemos que passado um tempo todo voltará a estar mal!!
E é nestes instantes que nos apercebemos daqueles que são ou que se tornam importantes para nós, são aqueles que não nos deixam desamparados e que estão lá para nos ouvir e nos distrair..São essas pessoas que nos fazem querer esperar pelo amanha. e que nos dão esperança de que tudo vai melhorar... Para mim essas pessoas são muita poucas...

E por isso o meu Obrigada por existirem. Também podem sempre contar comigo!!

escrito por: Maryline Christelle


saudade

Saudade!! palavra tipicamente portuguesa que embala grande tristeza..
Saudade dos tempos que já passaram e que não voltarão!
A saudade dói, a saudade fere, deixa uma ferida que não cicatriza!!
Saudade é despedida dos bons momentos ou pessoas que passaram pelas nossas vidas,
reflecte o tempo que não volta atrás!!

Tudo se vai, nada fica!! nada! a não ser a saudade...


escrito por: Maryline Christelle

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ele

...não o suporto, não sei como é possível existir Ser tão desprezível, miserável, filho da puta comiserado.

Coitado... ali, sem rumo, perdido como...

À merda, levanta-te e vai fazer pela vida, nunca fizeste nada que valesse a pena, alias, não há nada que começasses a fazer que tivesses terminada, NADA.

Perdeu a alma, é um sofredor, dos que vêem o belo, deambulado na sua própria mente...

É o caralho que o foda, é a merda de não ser nada é o que é, é o ser medíocre em tudo e não servir nem para se limpar o chão com ele, que lixo, é isto um Ser Humano? Que tipo de Homem têm tudo? Ehm? Que merda de Ser este que pensa que é mais que os outros? Olha para ele agora, partido, como um cão vadio, escorraçado de todo o lado. Onde está agora o teu orgulho? ah ah ah Ehm? ai choras...

Cinzentos são os seus pensamentos, de sonhar tem medo, cabisbaixo caminha como se não fosse para lado nenhum, ou como se não tivesse para onde ir...

Dava pena se não metesse nojo, nem compaixão consigo sentir por Ser tão mal enfadado, apetece pisar como se pisa uma barata, alias, é essa mesma a sensação, a de se ver uma barata, aquele nojo, revolta, ataca-mo-la, temos medo receio, agoniamos quando sentimos o estalar do seu corpo por baixo do nosso pé, e depois vemos o que se tornou, um arrepio corre-nos a espinha, já não se parece muito como o Ser que tínhamos pisado, mas ainda lhe reconhecemos a essência, é isso exatamente que sinto quando o vejo...

Olha o horizonte com olhos marejados, sente vergonha de ter errado, de ter desapontado, e reflecte na sua vida, no passado, e no que será dele no futuro.

Pensadores do caralho, leva ali a não fazer nada, nada, nunca fazem nada, se fazem têm de pensar na merda que fizeram, é que demoraram tanto tempo a pensar naquilo que depois até se esquecem o que caralho estavam lá a fazer para começar! Fico fudido, é-lhes dado tudo, é só fazer, esculher um caminho e pronto, há coisa mais simples?

Vou morrer...

Vai morrer longe...

domingo, 13 de dezembro de 2009

alma

...ando à procura das respostas para as minhas perguntas nos outros, de solução para os meus problemas, nos problemas dos outros. Tento, e quero ver o meu reflexo nos outros, quero ver a minha cara, quero ser, o que os outros vêem. Ouço, e falo, digo coisas, e nada me sabe bem, nada tem sabor, já nem as minhas lágrimas são salgadas, ou isso, ou deixei de lhes distinguir sabor de tanto as provar. Não sinto pena, nem compaixão, nem prazer. Não tenho alma, não sei onde a deixei, nem sei se a perdi, se alguma vez tive tal coisa. Acho que é por isso que nem me lembro como foi que aqui cheguei, deve ter sido sorte se calhar, bem, sorte não, eu não acredito nem em sorte nem em destino, recuso-me a acreditar que as vidas podem ser guiadas pelo acaso, ou que estamos destinados a percorrer um determinado caminho como fazem os comboios, sem hipótese de mudar o rumo. Mas e afinal acredito eu no quê? Pois, é mesmo isso que eu gostava de saber, há mais de 10 anos que estou nisto, e nem um milímetro progredi. Será físico, será psicológico, químico? Ou melhor, matemático? Astronómico! talvez um bocadinho de tudo? Um corpo físico frágil, psicologicamente desequilibrado, desencadeando reações químicas, impossíveis de contabilizar, e tudo isto por influência dos astros.
Pessoa falava de o corpo como um vaso, eu falo do corpo como um caminho, a nossa alma o mapa, o dificil mesmo é entende-lo.
Faço eu o quê, se não tenho mapa?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

violenta forma de querer

Não consigo acalmar este sentimento, não consigo para este coração, que teima em bater desenfreadamente como se não houvesse amanhã, só, e simplesmente, por uma mera promessa de avistamento.
É o que basta, ser visto, ver, e ele desobedece-me, esquece-se que, por quem já não deve bater assim, e bate com tanta força, tão rápido, que as vezes penso que me vai sair do peito, para ir, para seguir outra vezes quem não devo!
Pedra em vez de coração, peço eu ao escuro, e água em vez de sangue.
Se fosse de pedra, não me ia pesar tanto como me pesa agora, que é de carne, se fosse água, não me aquecia nas veias só por uma promessa de miragem, se fosse pedra não sentia dor, se fosse água, já não tinha medo do amor.

Esta violenta forma de querer, fura os meus olhos como uma nascente fura a terra, a pedra, e de lá brota um rio, este meu rio que continua a crescer, e inundar-me de mais e mais água, aumentando o seu caudal, alargando as suas margens, levando tudo pela frente, imparável.
Só até atingir aquele mar infinito, aquela que é a razão pelo qual ele corre, nesse momento, dissolve-se naquele todo e deixa de ter relevância, sentido, e é esquecido, que mesmo assim, já ninguém se apercebe, é este rio que encheu aquele mar!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

despertar

...abro os olhos, e volto a fecha-los outra vez.

Não sei que horas são, e também não é nisso que estou a pensar.

Fecho os olhos e fico ali, por momentos, enquanto a realidade cai sobre mim, lentamente, como chuva.

Viro-me para o outro lado da cama, abro os olhos, e fico, assim, só, a olhar.

...já houve uma altura, em tempos, que aquele lado da minha cama tinha alguém, lá, a dormir enquanto eu a observava, acho eu, se não foi tudo só um sonho.

Volto a fechar os olhos, viro-me para cima e respiro, lentamente, muito lentamente.

...abro os olhos, e vejo o tecto do meu quarto, branco, vazio, sem nada, e fico assim por algum tempo, só e simplesmente a olhar o tecto branco e vazio do meu quarto.

Não sei quanto tempo vai demorar, ou se alguma vez será de forma diferente, mas tenho de por os pés de volta na terra, não é justo nem para mim nem para nenhuma das pessoas que estão comigo.
Ela já seguiu com outra vida, está feliz e a viver um sonho, e eu tenho de acordar deste pesadelo, desta demência!
Fiquei mal habituado foi o que foi, eu sempre soube que o meu caminho era para ser feito sozinho, e, por alguma razão, por alguma coisa, sei lá, fui acreditando que era aquilo a minha vida, mas bem lá no fundo eu sempre soube que seria assim que tudo ia terminar, era tudo bom de mais!
Acho que é altura de acordar, ninguém merece ser chorado por tanto tempo, muito menos ela.
Seja como for, foi pelo melhor, eu aprendi umas coisas novas sobre mim, talvez ela tenha aprendido também qualquer coisa, ou quem sabe, ficamos tão burros como quando tudo começou, mesmo assim, a mim tanto me faz, porque neste momento eu só quero mesmo é acordar amanhã, abrir os olhos, olhar para direita, olhar para a esquerda, e olhar para o meu tecto branco e vazio.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

vejo as coisas como elas são...

Os dias e as noites começaram a ser frias novamente.
Esta altura do ano sempre foi a minha preferida, nem sei bem porquê, mas acho que seja porque, com todo este frio, chuva, é nos mais fácil procurar conforto, calor, nos braços de alguém!
É assim que eu vejo o Inverno, a estação da proximidade, das declarações.

Vejo agora claramente as coisas como elas são: rapaz conhece rapariga, rapaz apaixona-se por rapariga! Simples, simples? Nem por isso, muito antes de "rapaz" ter conhecido "rapariga", houve, havia, um momento, talvez dois ou três anos, ou um ou dois segundos, isso pouco interessa, o tempo, quero eu dizer em que nem "rapaz" nem "rapariga" se conheciam, é esse preciso momento, esse tal "passado" moldou tanto um como o outro para que, por mero acaso, sorte, karma, chamei-lhe o que quiserem, eles se conhecessem!

É magnifico como as coisas acontecem, se as vermos de fora, é o que tenho feito ultimamente: tenho me sentado na sala de cinema do meu ego, do meu ser, e tenho visto, observado e analisado tudo o que fiz e não fiz, o que disse e devia ter dito, e no fim, já os créditos vão a meio, faço a mesma pergunta, a pergunta que se faz sempre quando terminamos de ver um filme: será que fazem a continuação?
Uns discutem que era boa ideia, outros acham que seria bom manter o final assim, manter a magia do fim, outros pouco ou nada têm a dizer. Mas e eu? O que tenho eu a dizer sobre isto? Afinal não fui eu realizador, protagonista, personagem segundaria?
Sinceramente, não faço porra de ideia.

Cá muito no fundo, ainda bate lá qualquer coisa, uma vontade qualquer. Mas está ainda tão profunda que não me consegue dar ainda a força que preciso para começar a escrever um novo guião. Na verdade, tenho medo de o escrever sozinho, e medo de o escrever acompanhado!
Sozinho: posso dizer o que quiser, posso escreve-lo com mais acção ou mais romance, com ou sem drama, ou talvez uma tragédia.
Acompanhado: nem sei, nem como nem quando, ou se alguma vez isso voltará a ser possível.

A única certeza que por enquanto tenho é que tudo o que vou fazer daqui para frente, será novo, de uma maneira ou de outra, será diferente!

pelo menos assim espero eu...

sábado, 14 de novembro de 2009

frio

o meu sangue é frio como gelo,
e não consigo parar de tremer

terça-feira, 10 de novembro de 2009

lógica...

No meu coração, na minha cabeça, já estou sozinho.
Se já estou sozinho assim só me parece lógico que o esteja na realidade, é o que eu estou, sozinho!
É outro sitio muito difícil para estar, sozinho comigo mesmo, eu e a minha culpa o meu remorso, esta culpa é só minha, e carrego-a sozinho, não quero a ajuda de ninguém!

este vento que fustiga a minha saudade, a minha vontade
que acalma esta minha dor, me trás o aroma daquele amor
e tortura com as memorias, paladares de velhas glorias
transformadas agora em fel, quando antes carregavam o doce sabor do mel
fazendo os meus olhos transbordar, de lágrimas cheios até derramar
carregadas pelo vento depois, como as memorias de nós dois
para longe muito distante, para um país fora de alcance
dos olhos, do vendo e do coração...

Estou farto de escrever sobre alguém que lhe irrita ler o que escrevo, e que não compreende, que esta ainda é a unica maneira de deitar cá para fora a minha... como ela lhe chama, infantilidade.
Quem me dera ser infantil, e poder dizer: "olha já não gosto de ti" ir para casa, e pronto, já estava tudo bem, quem me dera tantas coisas, conseguir andar de cabeça erguida é uma delas, não ter vergonha de ser eu mesmo, por exemplo, de não sentir necessidade de continuar a me esconder.

até já, ou até logo, talvez até um dia destes e adeus...

sábado, 7 de novembro de 2009

drama horror tragédia

deixem-me estar, deixem-me fazer o drama que eu quiser, eu não quero prejudicar ninguém, já fiz todo o mal que podia fazer, a alguém e a mim mesmo, deixem-me estar, não me magoem mais, deixem-me estar, não quero ajuda, já não quero ajuda, só quero que me deixem estar sozinho!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

coisas piores...

Há coisas bem piores que morrer nesta vida, há, não ter vontade de viver. É bem pior, digo eu.
Eu não quero morrer, de maneira nenhum, alias, eu gostava de poder viver para sempre, ser imortal, mas eu não quero viver, não não querer viver do tipo prefiro estar morto, eu não quero morrer, é, não quero viver a minha vida. Não quero estar aqui agora, sentir o que sinto, ser quem sou. Tanta merda e depois, quando finalmente compreendi, depois de ter estragado tudo, percebi o que eu sou realmente, sou isto que sou agora, sempre fui, sempre serei. O significado de tudo é isto, puro e duro, nós somos o que somos agora, não somos quem fomos antes, nem quem vamos ser, somos nós próprios agora neste momento.

Já me despedi, porque eu, o outro o de antes não é mais o de agora, esse o de antes, esse morreu no ontem, este eu agora, o novo, nem sei para onde vai, mas quando lá chegar, se lá chegar... bem nem sei ...

adeus...

terça-feira, 3 de novembro de 2009

eu...

não há como voltar a trás com nada, tudo o que fazemos agora tem uma consequência no futuro, a isso chama-se destino, nunca sabermos exactamente o que irá acontecer. É imbatível, inflexível, invencível, e cruel. Mas a responsabilidade dos nossos actos, essa, essa é toda nossa, nem se pode culpar o tal "destino", ou Kharma o lá que caralho lhe querem chamar! Uma coisa é certa, eu, pessoalmente não sou nada bom a lidar com isso, não é que não queira tomar responsabilidade pelo que fiz, é mais: "porque caralho fui eu fazer o que fiz, sabendo que uma das consequências seria dificil de aceitar?"

já não tenho mais força para lutar, eu era, agora, agora não sou nada, não sou capaz de odiar ninguém, nem sou capaz de amar ninguém, estou avariado.

que se foda, ok eu aceito as concernências, se é este o preço que tenho de pagar pelo meu erro, assim será, mas não me peçam que volte a ser quem era, porque já não consigo, esse outro tipo morreu.

adeus...

sábado, 31 de outubro de 2009

não haverá perdão...

Não há perdão, para aqueles que olham para dentro, e que se recusaram a enfrentar a fera.
Nem para aqueles que a olham nos olhos, e nada fazem! Nem para mim nem para ninguém, nunca haverá! Eu enfrentei-a, no seu território, no seu domínio, o meu domínio, e falhei. Agarrei-a pelo pescoço, puxei a sua face de encontro à minha, e declarei o meu ódio, as minhas intenções, o meu dever perante tal ameaça. E, falhei. O monstro foi mais forte que eu. Agora, começo a acreditar que se calhar nunca houve um "eu", mas sim sempre um monstro, esperando a altura certa para sair, e agora que ele saiu, agora que ele está cá fora, na luz do dia, ao calor do sol, dificilmente voltará de livre vontade, para o sitio onde pertence, para o mais fundo e sombrio do meu ser, o meu verdadeiro eu! Toquem os tambores, que soem os trompetes, pois "eu", o mostro estou de volta, e não perdoou.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Se assim tiver que ser...

Quero estar contigo!
E nunca te deixar
O tempo não pode andar
Uma porta aberta, o desejo de ficar
Mesmo assim...
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Mas há coisas mais importantes
Assuntos mais relevantes
São momentos agoniantes
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Quero sentir-me bem
E fazer-te sorrir
Mas estás tão longe, estás além
Doi-me, ver-te partir
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Mas contigo não vou puder estar
E assim vai ter que ser
Assim vou ter que viver
Mas um dia há-de passar
Quero estar contigo!

sábado, 24 de outubro de 2009

nada

São, ou passam, quase das 4 manhã, e continuo sem conseguir dormir. Há mais de 36horas que não durmo, e o meu cérebro recusa-se a desligar. Já estou bebado, quase nem vejo as letras do teclado que estou a martelar, a ver se consigo fazer sentido! Não há alcool que me satisfaça, estou tão vazio como ainda há pouco, continuo tão acordado como ainda há pouco, e, sinto tanto a falta dela agora, como ainda há pouco.

24 de Outubro de 2009


(...)



Sinto tanto, tanto frio,
Neste momento aqui sozinho
Pensando no amor que partiu
Sem mim, seguiu seu caminho


(...)
24 de Outubro de 2009




Pronto, já nem sei há quantos dias não durmo, mas já deve ser pelo menos uns 3. E por incrível que pareça, não desligo, é que não consigo mesmo desligar, o meu cerebro continua a trabalhar a 200 à hora, com todo o tipo de lixo. No ultimo dia, acho eu que foi ontem, mas também pode muito bem ter sido ainda há pouco, já nem sei, no ultimo dia, o meu querido cérebro acelerou de tal forma que nem sei se consegui ao menos controlar o que disse, ou se alguém, mais do que eu, ouviu as minhas conversas imaginarias com alguém que nem lá estava, andei, sei lá quanto tempo, a imaginar, a falar, eu falava e ouvia a resposta, e respondia de volta, pelo menos é isso que eu acho que fiz, já nem sei!
Já não durmo há tanto tempo que, o ar, o ar parece sólido, custa-me a atravessar, faz resistência, e tudo o resto parece um, parece que está em câmara lenta, e há momentos que de repente, sem dar por isso volta tudo há velocidade normal! Hoje, avho que foi hoje, por exemplo, estava a fuma, e, o fumo do cigarro nunca me tinha parecido tão bonito, só reparei que tinha deixado o cigarro arder todo entro os dedos quando senti o calor junto a beata.
Neste momento estou profundamente lúcido, quanto tempo durará!?
28 de Outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

bílis...

Não consigo, não consigo desligar, estou mesmo farto disto, foda-se caralho merda. Acorda seu monte de merda, não vês que assim ainda vales menos? Tenho este grito entalado na garganta, e não consigo gritar, porquê eu? Porque é que teve logo de ser eu? Não é engraçado? Eu, eu é que sou culpado de me sentir assim, por mais que uive, por mais que esperneie, por mais que queira perdão, foda-se, eu é que sou o culpado! A merda com tudo e com todos, que sentem pena de mim, a merda com isto que sinto, a merda com a vida, a merda com ela, que não me ama. Foda-se porque raio simplesmente não sou capaz de aceitar que acabou? Porque raio tenho de andar a lembrar-me disto ou daquilo que fizemos juntos? Ela já esqueceu tudo, para ela, foi só um momento, e para mim, uma eternidade que demora tanto a passar! Estou farto deste blog e do que escrevo, estou farto dos montes de merda que não me são nada, mas mesmo assim, querem saber da minha vida, estou farto de tentar fingir que estou bem, estou farto, de não conseguir fingir que estou bem, estou farto de querer saber como ela está, ou se perguntou por mim, estou ainda mais farto de mim, farto de me sentir impelido a escrever estes montes de merda verbais, que eu posto neste blog. E continuo sem conseguir desligar esta merda de cérebro que continua a não me obedecer! Vou as vezes no carro, e dou por mim a rir sozinho, sem dar por isso, estava a fantasiar, ou a relembrar uma ou outra conversa que tivemos, e quando me apercebo, sobe-me o sabor de vomito a boca, um sabor acido, metálico, e depois choro como um parvo, foda-se, estou mesmo a rir nos porcos não tarda nada, se não começo a dormir outra vez, e a comer, é para rir, não me lembro mesmo há quanto tempo foi que eu dormi 5 ou 4 horas seguidas! E, vou dar com a porra de uma musica do "Cirque Du Soleil", chamada "Allegria", e, é como se me dessem um murro no estômago, fico sem ar, não concigo engolir a saliva que tenho na boca, porque tenho a garganta tão seca, e por mais força que faça, por mais que eu não queira, o caralho das lágrimas correm-me cara a baixo, sem parar, e o que faço eu? Desligo a musica? Não, eu ouço-a até ao fim, e depois, ponho do principio, e vais, mais uma dose de bílis na boca, e o cheiro a vomitado, que me invade o nariz, e mais dor física.
Estou me a rir agora, é que nem sei porque raio me torturo desta maneira, mas não consigo parar, será que ninguém me faz o favor de me parar, por favor? Estou no meu limite, vamos lá ver até onde consigo aguentar até partir!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

suponho, logo existo

A suposição, é, sem duvida nenhum o nosso maior inimigo, e eu, suponho muito, suponho demais.
Acreditei em tantas coisas, e agora, sinto-me enganado, como se tivesse vivido uma mentira, uma mentira que eu criei, e embrulhei-me nela, no calor dessa mentira, nasceu o meu vicio de ti. Agora, que me apercebi disto, fui mais uma vez inundado por sentimento, dores, suposições, que se espalham pelo meu corpo, como veneno, a cada batida do meu coração. Ciume, ódio, raiva, pena, tristeza, arrependimento, todos os venenos da alma, num só, da superfície da minha pela ao mais profundo do meu ser, a tortura-me, a destruir a ultima gota de luz, sanidade mental que existia em mim. Mesmo assim, todo o meu corpo luta para não morrer, mesmo que, eu tenha desistido, o meu coração recusa-se a desistir, e quanto mais bate, e luta para sobreviver, mais e mais veneno se espalha pelas minhas veias, mais e mais ódio me ferve o sangue. E tenho medo, muito medo, que derrapante, expluda, e não serei capaz de me travar, serei uma avalanche, um vulcão de cólera, a borbulhar como lava, destruirei tudo e todos à minha passagem, serei um tornado de emoção, remoinhos de intensidade tal que avassalarão tudo ao seu redor, e deixarei-a sem nada, vazia como eu.
Como disse antes, eu suponho de mais. Digo tudo isto porque, estou magoado, nunca lhe faria mal algum, mas supor, é o que me resta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homenagem a quem acha que nada merece...

Algo que me deste no ano de mil novecentos e troca ao passo, e que sempre me tem acompanhado... Vê lá se te lembras disto:

" À prova de bala, quase. Eventualmente"

" A procura nunca termina, ser ou não ser termina sempre por não ser, quando queremos deixar de viver. Morrer não é a solução, viver sem "tesão" é? O mais difícil é ser e ter medo de nunca mais ser amado, para mim é deixar de existir, eu tenho medo disso. A vida é para deixar viver e acabar por morrer, eventualmente. Estou com dificuldade de aprender que isto não é para mim, mas enfim, se doer é porque estou vivo, só isso é razão para continuar a sofrer. O que se pode fazer quando, eventualmente, acontece. Num mundo onde sofrer é sinónimo de viver, mas viver é o que nós fazemos com o sofrimento, a palavra de ordem é o amor, porque tudo é regido pelo amor a algo. Quando me perguntam o que quero ser, fazem-no de forma imperativa. Mas eu já sou, ou não sou? O que respondo? Nada, é de graça. Tem graça, não tem?

Sou à prova de bala, mas acabei por me ferir numa pétala de rosa.

Fim de situação"

Por: Dário Martins

fim...

Ela não me ama, e pronto, não há nada a fazer.
Quero dar um fim a isto, a esta, esta dormência, a esta minha inaptidão.
Mas, mas eu ainda a amo tanto, como é que, simplesmente, posso desistir disto?
Posso e tenho de o fazer, estou a morrer, lenta e estupidamente, por dentro.
Consegui, com todo o meu desespero, fazer com que me odiasse, mas eu não a consigo
odiar, ou não quero, não sei! Tudo o que fiz, o que lhe disse, ela não quis ouvir.
Não sou o primeiro, nem serei o ultimo a sofrer de coração partido, e também não sou diferente.
Sou é incapaz de lidar com isto, fraco, e as perguntas que faço, não têm resposta!
Gostava de poder parar de sentir, ou que pelo menos não fosse ela a a primeira e a ultima coisa que penso, estou vazio, vazio de todo, e cheio de nada, não há nada que eu queira, nem ninguém que me queira dar, seja o que for. Não tenho nada para dar, nem ninguém a quem dar seja o que for!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Memórias de um pequeno sentimento

O que é que se faz quando se descobre, que afinal, não somos imunes àquele sentimento que é o de gostar de alguém?
Sinto-me, de repente, como se tivesse sido acordada violentamente de um sonho no qual não se quer acordar.
Gostava de o ter previsto... mas como já alguém disse: "o amor acontece"!
-Pois- respondes tu!
Temos convivido em demasia, ou não!
Quase que dou por mim a sofrer a tua dor, o que me dói ainda mais...
Como é que isto foi acontecer????
Podia ficar a irradiar alegria por sentir o que sinto, mas em vez disso invade-me uma tristeza enorme.
-Ficas melhor de cabelo apanhado! - e eu uso-o assim, secretamente, só para ti!
Não me sinto à tua altura, por isso prefiro sofrer no meu silêncio.
E perguntas-me o que tenho, que estou esquisita; e eu fujo, como tento fugir deste sentimento que descobri!
Era o fim da nossa amizade, eu sei. Por isso não to posso dizer, nem a ti nem a ninguém.
Até penso, por vezes que isto só pode ser imaginação da minha cabeça. Eu não queria, juro que não queria, gostar de ti desta maneira... mas aconteceu. Apanhou-me desprevenida e agora não sei o que fazer...
E tu só respondes:
-Bom dia Coração!

O tempo disse ao tempo que o tempo não tinha tempo

Tenho a cabeça pesada e a latejar, no entanto está a correr a 300 à hora e não sei porquê.
Não bebi cafés a mais que o normal, não tomei nem fumei substâncias ilícitas, não consumi álcool.
Tou eléctrico. Tanta coisa a passar nesta carola: coisas que tenho para dizer a certas e determinadas pessoas; um diploma para ir levantar; uma proposta para ganhar rios de dinheiro (antes fosse) que se baseia fundamentalmente em construir sites dinâmicos, mas em que vou ter muuuuita matéria para assimilar; um site estático para acabar; uma animação em flash para construir; o carro para arranjar; gastar 8 horas no trabalho que me dá um ordenado ao fim do mês; fraldas para mudar; morangos para apanhar (LOL); entre outras soisas que a memória me leva sem pedir licença...
No fim disto tudo, digo: "Éh páh! tenho tido montes de coisas para fazer, não tenho tempo para nada!"
Para além disto, tenho pensamentos, parvoíces, desabafos aqui a gritar para sair, e são tantos que se misturam uns ao outros, acabando numa grande salganhada que nem eu percebo.
Com tanta coisa para pensar, acabo por não fazer nada e fico ainda mais cansado do que se tivesse feito..

domingo, 11 de outubro de 2009

amanhã

amanhã,
amanhã é o dia que eu não quero ver nascer
é amanhã que não te volto a ver,
amanhã, amanhã vai ser outra vez hoje
e hoje foi impossível de viver.
Ontem chorei, pelo hoje e pelo amanhã
hoje choro pelo ontem e o depois,
amanhã vou chorar pelos dois
amanhã não quero viver mais.
O meu ontem e hoje são iguais
e amanhã será o mesmo,
um hoje sem sentido
mais um dia vivido
sem querer ver o ontem o hoje,
e muito menos,
amanhã.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

preciso...

preciso que me abracem,
preciso sentir o calor do corpo de alguém
preciso que me digam: amo-te
preciso que me desejem
preciso de saber se chorou
preciso saber o que faz
preciso saber onde está
preciso vê-la
preciso tocar-lhe
preciso tê-la
preciso deixar de chorar
preciso deixar de amar
preciso deixar de sofrer
preciso deixar de querer
preciso voltar a viver
mas, preciso tanto...
preciso tanto, deixar de precisar...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A musica perfeita para o meu funeral:

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mais Bernardo Soares...

Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria. O que nos cansa porque nos cansa; o que nos repousaria porque a ideia de o obter nos cansa. Há abatimentos da alma abaixo de toda a angústia e de toda a dor; creio que os não conhecem senão os que se furtam às angústias e às dores humanas, e têm diplomacia consigo mesmos para se esquiar ao próprio tédio. Reduzindo-se, assim, a seres couraçados contra o mundo, não admira que, em certa altura da sua consciência de si-mesmos, lhes pese de repente o vulto inteiro da couraça, e a vida lhes seja uma angústia às avessas, uma dor perdida.
Estou em um desses momentos, e escrevo estas linhas como quem quer ao menos saber que vive. Todo o dia, até agora, trabalhei como um sonolento, fazendo contas por processos de sonho, escrevendo ao longo do meu torpor. Todo o dia me senti pesar a vida sobre os olhos e contra as têmporas - sono nos olhos, pressão para fora das têmporas, consciência de tudo isto no estômago, náusea e desalento.
Viver parece-me um erro metafísico da matéria, um descuido da inacção.
Tenho mais sono íntimo do que cabe em mim. E não quero nada, não prefiro nada, não há nada a que fugir.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

As eleições do Séc. XXI

Ontem o Sócrates venceu e os outros ficaram tristes!"
É a isto que se resume as fantásticas eleições à moda americana que decorreram, em directo por todas as TV's portuguesas, no passado dia 26 de Setembro de 2009.O mais giro, e é mesmo giro, foram...


Para ler mais no Blog: Devaneios

domingo, 27 de setembro de 2009

Intervalo

Nada tendo em mente, de momento, para ser partilhado, deixo apenas excerto com que muitas vezes me indentifico:

"Antefalhei a vida, porque nem sonhando-a ela me apareceu deleitosa. Chegou até mim o cansaço dos sonhos... Tive ao senti-lo uma sensação externa e falsa, como a de ter chegado ao término de uma estrada infinita. Transbordei de mim não sei para onde, e aí fiquei estagnado e inútil. Sou qualquer coisa que fui. Não me encontro onde me sinto e se me procuro, não sei quem é que me procura. Um tédio a tudo amolece-me. Sinto-me expulso da minha alma.

Assisto a mim. Presenceio-me. As minhas sensações passam diante de não sei que olhar meu como coisas externas. Aborreço-me de mim em tudo. Todas as coisas são, até às suas raízes de mistério, da cor do meu aborrecimento.

A mínima acção é-me dolorosa como uma heroicidade. O mais pequeno gesto pesa-me no ideá-lo, como se fora uma coisa que eu mesmo pensasse em fazer.

Não aspiro a nada. dói-me a vida. Estou mal onde estou e já mal onde penso em poder estar.

O ideal era não ter mais acção do que a acção falsa de um repuxo- subir para cair no mesmo sítio, brilho ao sol sem utilidade nenhuma a fazer som no silêncio da noite para que quem sonhe pense em rios no seu sonho e sorria esquecidamente."

Cronógrafo

Cronógrafo é um instrumento que mede o tempo e conserva a unidade.

Hoje, dias 26 de Outubro, fez 2 meses, amanhã, 27 fazia um ano e 11 meses.

O tempo cura tudo, dizem, pois eu não sei se isso é bem assim.
Dói-me tanto ou mais do que à dois meses, e ainda a amo tanto como à 1 ano e 11 meses!
O tempo não cura, vamos é, sentindo novas sensações, emoções, camada atrás de camada, como pó acumulando todos os anos, até tapar tudo o que se sentia!
Este pó não está a assentar rápido o suficiente.

Cronógrafo deriva do nome chronos ou khronos, que na mitologia grega significava tempo. Os gregos antigos tinham duas palavras para o tempo: chronos e kairos. Chronos, refere-se ao tempo cronológico, ou sequencial, que pode ser medido, kairos refere-se a um momento indeterminado no tempo, em que algo especial acontece.

São tantas coisas, tanto amor, tanta dor que este pó têm de tapar. Como posso simplesmente baixar os braços, e esquecer todos os maus e bons momentos? Como? Eu não quero esquecer nada, o meu cérebro recusa-se a esquecer e o meu tempo leva um eternidade a passar.
Farto-me de pensar o que eu faria se pudesse voltar no tempo, já todos pensamos nisso, eu não sou excepção! E eu ia mudar o quê? O meu tempo com ela acabou, não há nada a fazer!

sábado, 26 de setembro de 2009

it takes two...

sábado, 19 de setembro de 2009

Sombra

Sou apenas uma sombra, um mero reflexo do homem que já fui. Já nem consigo chorar, estou seco. As poucas coisas que ainda me conseguem, agarrar, manter ligado ao mundo real, são efémeras, passageiras, como suspiros, como piscar de olhos. Esta horrível dor de dentes, obriga-me a estar concentrado, assim a escuridão não consegue tomar conta do que resta do meu corpo, maldita dor de dentes.

Sinto o pânico crescer dentro de mim, como uma erva daninha, a espalhar-se por todo o meu ser, imparável. Quero fugir, pelas pessoas que gostam de mim, devo-lhes isso, resistir, mas... Algo em mim, algo novo e velho, maligno e benigno, cancro ou anti-corpo, anjo ou demónio, diz-me ao ouvido: "Deixa-te ir, mergulha neste escuro que te espera, e descansa, na tua loucura." Que proposta tão tentadora, largar tudo, deixar de sentir, seja o que for.

Posso fazer analogias mais poéticas, como: "Sou como um navio sem ancora, perdido numa tempestade." Mas eu não sou um barco, e, quando me vejo ao espelho, o que vejo é um zombie, tal iqual; olhos vazios, afundados em olheiras escuras, pele pálida de tons creme esverdeado, magro, tão magro que consigo delinear o meu próprio crânio, vejo todos os meus ossos.

Eu não consigo vencer isto, sozinho, e nem estou a ser orgulhoso ao ponto de não pedir ajuda, simplesmente, eu acho que não mereço, e mesmo que alguém me quisesse ajudar, duvido que saiba como o fazer; eles não se conseguem ajudar a eles próprios, como é que me iam ajudar a mim? E, a única pessoa que me podia salvar, não pode, não deve, não quer.

Patético, eu sempre pensei ser um lutador, um lobo entre as ovelhas, e estou reduzido a isto, e nem sei o que isto é!

Para terminar, ela era a minha ancora, eu já sabia que se a perdesse, que me perderia também. Era tudo o que sempre quiz ter, agora, é o impossível, o sonho acordado tornado pesadelo, por minha culpa.

Ainda bem para ti.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Resposta ao: "Será que sou uma vaca?"

Afinal até não sou lá grande vaca, há vacas maiores que eu, felizmente.
No outro dia deixei de me sentir tão mal comigo mesmo por ter sido uma grande "vaca".

Numa conversa de café um um amigo, cheguei ao magnifico no 26.
26 mulheres com quem me envolvi em troca de saliva e apalpões, e 12 destas 26 terminaram na posição horizontal, fizemos "o amor", fudemos quero eu dizer!

Toda a gente conhece aquele magnifico ditado que diz: "o passado das mulheres é como a cozinha de um restaurante chinês, se quiseres comer não entres lá!"
Então e o que raio pode haver no passado de uma mulher que nos impeça de estar com ela? À meu ver, nada de nada, mesmo nada! Já um restaurante, se a cozinha for suja... Isto é a analogia mais parva que já ouvi, o passado das pessoas não as torna improprias para consumo, ou saber isto ou aquilo do passado de alguém, se gostarmos, isso não muda nada pois não?

Perdi a virgindade com 19 anos, e nem me lembro da cara dela, só tive 3 pessoas na minha vida de quem eu realmente gostei, e nunca estive numa relação com minguem mais de 2 anos!
Já trai, já fui traído, já estive com duas mulheres ao mesmo tempo, e já fui canalha, e já foram canalhas comigo.
Aprendi sempre qualquer coisa, se calhar aprendi 26 coisas diferentes, erros e certos, coisas boas e coisas más, houve de tudo!

Mas não consigo tirar lição nenhuma disto agora, ou simplesmente recuso-me a aceitar.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Filmes para chorar...

Ok, serei só eu ou, a porra dos filmes românticos são irritantes como à merda? Devo ser só eu, mas uma coisa é verdade, aquilo não acontece na vida real, simplesmente não acontece, e o meu preferido é o clássico dos clássicos: "As palavras que nunca te direi", uma magnifica adaptação do romance do nosso querido Nicholas Sparks. (...)



Para ler mais no Blog: Devaneios

Respostas

Sei todas as perguntas, e sei todas as resposta. Sei porque elas estão dentro de mim.
Só não sei é se as quero mesmo juntar, uma pergunta certa, com a resposta correcta.

E valerá a pena saber essas resposta? Valerá mesmo a pena, saber o que é certo ou errado?
Eu mesmo sabendo as resposta certas acabei por fazer tudo errado.
Mas não é isso que me esta a deixar(...) como dizer(...) baralhado, é a sensação que tenho,
que à medida que vou juntando a pergunta certa com a resposta correcta me vou afastando cada vez mais dela, e eu não me quero afastar dela.

E a única pergunta, à qual eu não posso ter resposta, a que me daria paz a todas as perguntas,
a resposta certa para mim, a que me faria correcto novamente, essa pergunta, eu não a posso voltar a fazer, porque tenho tanto medo da resposta.

Ser, ou não ser, eis a questão. Pois, e afinal o que quero eu ser, e o que não quero eu ser?
Eu antes, até sabia, quer dizer, pensava, que sabia o que era, pensava que sabia o que queria ser, eu pensava que queria aquilo, e também pensava que ia fazer isto, mas agora, eu gostava de poder voltar a pensar que era aquilo que eu queria fazer, eu gostava de voltar a pensar que era aquilo que eu era, eu gostava de voltar a fantasia do ser eu, e agora que acordei, o eu que sou, não quero ser.

É difícil sermos quem somos quando não somos quem achávamos que éramos, e quem nos pode dizer o que somos não nos diz, primeiro, e só porque, nós não perguntamos, e depois se perguntarmos, ninguém nos sabe como responder.

De uma maneira simples de compreender: pergunto por exemplo a uns amigos meus, quem sou eu? E cada um dele diz o que vê, o que ouviu, e sentiu, sobre, de e por mim, e será que esse sou eu? Mesmo depois de juntar todos os dados, toda a informação, de cada um dos meus amigos sobre mim, isso define-me? Serei eu, apenas um reflexo do meu eu nos outros?
A resposta desta pergunta eu sempre soube, claro que não, eu sou mais do que isso, todos nós somos muito mais do que simples reflexos na identidade dos outros, porque dê por onde der, diga-se o que se disser mostre-se o que se mostrar, nos nunca dizemos tudo, nunca mostramos tudo, nem deixamos sentir tudo.

Eu sei que parece estupidez para muita gente, "despir-me" assim, num blog, ficar vulnerável, deixar que saibam quais são os meus medos, as minhas fraquezas, que eu devia guardar isto para a pessoa que me ama, ou para as pessoas que gostam de mim, que estão ao meu lado.
Eu tentei, eu tentei mostrar-me assim a alguém que amava, mas fui mal compreendido, agora, mostro a todos porque não quero ter medo, e não tenho medo, porque não há nada que possam atirar contra mim, dizer sobre mim que me possa magoar, porque isso faz parte de mim, é aquilo que eu deixei que vissem de mim, logo sou eu.

Gostava de conseguir acreditar com mais força nisto, ou então não passa de outra das minhas mascaras, e não servirá de nada, é só esperar que venha a próxima brisa, e lá se vai o meu castelo de cartas outra vez.

domingo, 13 de setembro de 2009

Nirvana

Nirvana não é aquela banda dos anos 90, com o tal de Kurt que deu um tiro nos cornos. Nirvana é um estado de espírito, uma forma de estar, um sitio melhor, e é num sitio desses que está a minha cabeça, está num sonho, nas nuvens, num lugar de fantasia. É o que parece ser a minha vida, não passa tudo de um sonho e eu estou aqui preso. Lembras-te do filme Matrix? O tal "Neo"? Que sentia que as coisas não eram exatamente aquilo que ele via, é assim que me sinto. Não sei realmente se quero acordar deste sonho, não tenho força para me fazer acordar, não sei como lidar com a realidade das coisas, com a minha realidade.

Até aqui a alguns dias eu pensava que seria vergonha, ou seria só desgosto, mas é tanta coisa que não consigo nem começar a compreender metade, qual metade, um terço do que me passa pela cabeça, sinto dor que não dói, estou claustrofóbico em sítios abertos, tenho falta de ar quando respiro, tenho saudades e não quero ter, amo e quero odiar, odeio mas amo tanto. No outro dia no café um amigo meu disse: "o Variações é que tinha razão", e é verdade, só quero o que não posso ter, só quero estar onde não estou. Mas acho que primeiro tenho de descobrir por onde ando para ver se consigo chegar a algum lado, assim não vou a lado nenhum mesmo.

Voltando ao sonho, estive a dormir durante 2 anos e agora fui violentamente acordado para a realidade, é o que parece que aconteceu, estava hoje num centro comercial, a fumar um cigarro enquanto esperava que uns amigos meus voltassem da loja onde tinham ido e comecei a lembrar-me, de coisas que já não me passavam pela cabeça havia anos, coisas que aconteceram mesmo, mas agora parece que fizeram parte de um sonho, que nunca foram reais. Eu era feliz nesse sonho, será que consigo voltar a dormir e sonhar com o mesmo? Quem me dera nunca mais acordar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Os meus novos dois bébes...

Ambos fazem parte da série chamada "inapropriado"














Este é uma espécie de auto retrato, é uma das minhas caras.















Este ainda não está terminado, e não sei porquê não o consigo terminar, não sei o que lhe falta. Chama-se "vergonha"

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Ai o P.D.I.!

Quem disse que a adolescência era uma fase complicadíssima, devia ser adolescente. Só podia! dizer uma coisa destas é porque não tinha chegado à "Crise dos 30". Esta sim, é uma fase complicada. É que basicamente não sabemos quem somos. Somos velhos demais para ser jovens, e somos novos demais para ser velhos. Temos coisas que não queremos, e queremos coisas que não temos. Queremos ser adultos, mas só fazemos borradas de moço pequeno. Queremos ser jovens, mas só dizemos o quão velhos somos. Parece contraditório mas para quem está a passar por isso, como os dois leitores deste blog, não é.

Mas nem tudo é mau, já que no meio de toda esta incerteza, lá fazemos uma coisita certa. Mas será que isso anula tudo o que de errado foi feito? Não sei!
Se não contar com as parvoíces que fiz antes, cometi umas valentes asneiradas há bem pouco tempo. Parvalhão, condenei-me, mas não não me inibi de as fazer. Coisas que não lembram ao Diabo e um dos principais culpados foi o orgulho. O orgulho de, quando começo algo, é para ir até ao fim ou, não dependendo só de mim, ir até não dar mesmo mais.
Este tipo de orgulho é, sem dúvida, bom para certas coisas, mas para o que fiz, é imperdoável.
Deu-se o horror graças à impulsividade, o drama instalou-se, mas uma maior tragédia foi evitada devido a terceiros e à calma que acabei por encontrar.

Um outro grave problema que se instalou é a carências de vitaminas, sendo que a incapacidade de concentração e as falhas de memória são os sintomas mais visíveis.
Isto porquê? Não sei! Se fosse uma conversa de café, já me tinha perdido no emaranhado de divagações e, para disfarças, teria de começar a falar de futebol ou do tempo. Mas não é uma conversa de café e, sendo assim, posso sempre ver onde andava.
Nesse caso volto já. É só um momentinho...

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Voltei!! Já li o que tenho estado a escrever e já sei onde ando.
Se vocês, os dois leitores deste blog já cá não estão, fodam-se! Se quando voltarem, não gostarem do que escrevo, deixem uma reclamação e vão à merda!

As falhas de memória, a incerteza, a indecisão, o criticismo (sim, nós trintões, somos muito críticos), etc., provocam uma série de trapalhadas desajustadas, incompreensíveis e, quiçá, imperdoáveis. No entanto, sendo o optimista que sou, creio que um dia a verdade virá ao de cima, e aí poderemos compreender o que foi feito.

Ao longo de todas estas linhas divaguei e não fui directo ao assunto, deixando os dois tristes leitores talvez confusos, talvez irritados. Parece-me que sou mesmo assim. Sempre fui. mas a culpa é da carência de vitaminas. Se quiserem acreditar, acreditem. Se não quiserem, mais uma vez, fodam-se! Talvez ir à merda seja mais interessante e educativo.
Para concluir, escusam de ficar descansados porque, para mal dos vossos pecados e para contribuir para a vossa insanidade mental, eu volto!

domingo, 6 de setembro de 2009

Dor

Dói-me tanto, eu só quero que isto passe, ninguém me consegue ajudar, a culpa é toda minha, porque é que ninguém me consegue ajudar, eu só preciso que isto pare, não consigo respirar. Mas será que ninguém me consegue tirar isto do peito? Foda-se, por favor, eu só quero respirar, mais nada, mais nada. É como se estivesse a gritar no meio de uma multidão mas ninguém me consegue ver, porque é que não me vêem? Eu estou aqui? Ninguém me vê, parece que não existo, e mesmo assim dói tanto, é insuportável, salva-me por favor...

Terror

Há coisas que acontecem na nossa vida que nos conseguem assustar de verdade, por outras palavras, conseguem por em perspectiva tudo o que fizemos até aquele momento. E ontem passei por uma dessas situações, uma experiência completamente nova para mim! Eu sempre me achei um "Lobo" entre as "Ovelhas", mas depois de ontem, não sei se serei um lobo disfarçado de ovelha, mas sim uma ovelha disfarçada de lobo.

Ontem senti me mal, quando cheguei a casa estava tudo bem, mas quando me fui deitar foi quando começou a complicação, o meu coração não parava de bater! Antes de chegar a casa tinha bebido o quê? 4 ou 5 cervejas? Mais não foram, mas fumei um charrinho depois, com o pessoal, fumei, dei três bafos foi o que foi, mas o que aconteceu quando cheguei a casa deixou-me desarmado, impotente! O meu coração batia como se não houvesse amanha, e eu não o conseguia parar, sentia-me fraco, a ponto de desmaiar, as coisas desapareciam da minha vista, e o pânico entrou em mim como uma onda, sem pedir licença, entro e pronto. Eu não conseguia respirar, e o meu coração estava cada vez mais acelerado, eu lutava por tudo contra aquilo mas não conseguia, eu estava completamente, definidamente mergulhado naquele pânico, a única coisa que consegui pensar foi que, tinha de ir para o hospital, eu não queria morrer, depressa, preciso ir para o hospital, eu não posso morrer ainda, eu não quero morrer já, ainda não é altura, eu preciso de à ver antes, Carla, eu preciso ver a Carla antes, tenho de chegar ao hospital e eles conseguem manter-me vivo o tempo suficiente para eu conseguir ver a Carla pela ultima vez. Gritei pela minha mãe, o meu pai estava a se levantar, a minha mãe ficou assustada por ver-me assim, eu só conseguia dizer: preciso de ir ao hospital, não me estou a sentir bem, não consigo respirar, o meu coração não para, eu preciso que o meu coração pare. Eu preciso que o meu coração pare! Eu não sei quanto tempo demorou que o meu pai se despachasse, ou quanto tempo demoramos até ao hospital, mas pareceu uma eternidade. Eu só queria chegar acordado, para que me mantivessem acordado o tempo que chegue para que pudesse ver a Carla. Eu via flashes, flashes de cenas com a Carla, coisas que tínhamos feito juntos, momentos felizes os dois, foi isso que me manteve acordado o caminho, eu tinha medo de fechar os olhos, se fechasse os olhos,talvez, talvez já não fosse capaz de os abrir, eu não podia fechar os olhos, ainda não a tinha visto, eu lutava com a vontade de deixar o mundo, a vontade de deixar tudo era tão forte, a luz era toda tão forte, eu queria gritar o nome dela, mas nada me saia da garganta, nem uma sílaba, eu só a queria ver mais uma vez. Eu pensava que estava a morrer, eu acreditava piamente que estava a morrer, e todo o meu corpo lutava contra isso, ou não lutava, não sei, eu só sei que precisava de à ver, mas da minha boca não saiam palavras, o meu peito parecia que ia explodir, o meu coração não parava, eu precisava que ele parasse. Quando chegamos as urgências, senti paz, agora posso descansar, eles não me vão deixar morrer antes de eu a ver, eles não podem, mas sentia as forças saírem do meu corpo, eu já não conseguia fazer nada, mas os flashes continuavam, eu via-nos em Peniche, na praia, no aniversário dela, no meu, e só via braço a minha volta, só branco, ouvi o medico falar comigo – o que sente? – eu disse que o meu coração não parava de bater, ouvi a minha mãe a chorar, acho que disse para ela não se preocupar que eu estava bem, ouvi o medico dizer-lhe que estava tudo bem, que tinha de sair, e ele perguntou o que eu tinha, eu disse que não conseguia respirar, que o meu coração não parava. Eu não me lembro da cara do medico, tinha sotaque espanhol, lembro-me de pouco ou muito tempo, não sei, depois estava deitado numa maca, parecia que estava num episódio do House, eu disse isso a uma enfermeira, - não tem muita piada quando somos nós a fazer parte do episódio pois não? – não tem mesmo, parecia irreal, não era eu que estava ali, eu só queria ver a Carla, -Onde é que ela está? cheguei a perguntar, agora lembro-me que não cheguei a pedir que a chamassem, ainda bem. E o meu coração não parava, não me lembro bem quando foi, mas parece-me que disse a algum medico ou não sei a quem que tinha fumado ganza, e tinha bebido, - misturas, têm de fazer sempre misturas, eu farto-me de os avisar – desta enfermeira eu lembro-me, foi ela que me segurou no saco quando precisei de vomitar.

Passei esta noite no hospital, levei uma injecção de penicilina, penso eu, porque doeu como à porra, e ainda dói, estive a soro. Bem, isto põem as coisas em perspectiva, eu tive um ataque de pânico, é o que eu acho, foi à conclusão que cheguei durante o tempo que estive naquela maca no hospital, e acho, sinceramente, que não deve estar longe da verdade, eu estava com medo, terror, eu sentia o sangue gelado a correr-me nas veias só de pensar que seria a ultima vez que a ia ver. Aquele pânico ainda está comigo, mesmo neste momento que estou a escrever, e em todos os momentos desde que sai do hospital, mas desta vez, eu simplesmente não vou permitir que ele saia, eu não posso deixar que ele sai outra vez.

Nunca antes, em toda a minha vida eu me tinha sentido tão frágil, tão fraco, e contactar que afinal, ao fim de contas, não sou nem metade, não sou o tipo duro que eu julgava ser, é de uma desmoralização brutal. Afinal eu não sou o lobo, sou só mais uma das ovelhas!

Durante tudo isto não deixei de pensar nela por um único segundo, se eu estivesse mesmo para morrer como achava que estava, se eu morresse porque tinha desistido, mas não morri, porque eu não queria desistir sem pelo menos vê-la outra vez.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

E agora? Faço o quê?

Bem, já disse e voltei a repetir tudo o que tinha para dizer, e ainda tenho paletes de coisas para dizer a pessoa que me levou o coração, mas, num breve momento de lucidez, não sei vindo de onde, e vamos ver se dura muito tempo, disse o meu "adeus".
É mais um: "até logo", porque sei que nos vamos encontrar por aí de vês em quando, temos os mesmos amigo. E agora? Faço o quê com este drama todo? Isto ainda não me passou, nem sei quando vai passar, e não sei bem se quero que isto passe!

OK, factos:
  • Ela perdeu todo o respeito por mim.
  • Não confia em mim.
  • Não me ama, nem sabe se realmente me amou. (esta é a que me deixa mais..., como dizer..., fudido)
  • Não há volta a dar.
  • Eu sou um idiota.
A lista de facto podia continuar mas, alguns eu não tenho a certeza, mas de uma coisa eu tenho a certeza, eu mudei, para o quê? Ou no que é que me vou tornar ainda não sei, mas já tenho alguma vontade de descobrir.
Quem me dera voltar a me cruzar com ela no futuro. Tenho a cabeça cheia desta esperanças parvas, mas também não consigo fazer nada para o evitar! E chorar, foda-se, se eu conseguisse sair do meu próprio corpo para me poder esbofetear..., enfim, deixo-me dormir a chorar como uma menina, e acordo a chorar como tal, quão patético é isto?
Deixando tudo para trás, ela foi a pessoa mais importante na minha vida durante quase dois anos, e eu acreditava que seria a pessoa mais importante na minha vida por muitos mais, o pior é que o meu coração não quer deixar isso para trás, os sonhos, os bons e os maus momentos.
Como é que se deixa isso tudo no passado? Afinal não é o passado que nos define como pessoas?

Vamos lá ver em que tipo de pessoa me vou tornar agora.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Inapropriado

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Muito à frente

Diferenças! Chamam-se diferenças, aquelas coisas que distinguem os homens das mulheres. E uma dessas diferenças são os atrasos.

As mulheres atrasam-se, os homens não! Eu sei que parece machista e tal, mas deixem que me justifique...

(ler post completo em: Devaneios)

Fases... da vida!

Todos nós passamos por todas as fases pelas quais se tem de passar:

- A fase da choradeira e fralda cagada;
- A fase da choradeira, fralda cagada e chupeta;
- A fase dos primeiros passos;
- A fase das primeiras palavras;
- A fase dos porradões contra paredes, muros e outros objectos estranhamente sólidos e resistentes a cabeçadas;
- A fase de zangas com amigos;
- A fase dos primeiros amores, embora que apenas platónicos;
- A fase da descoberta do significado da palavra “platónico”;
- A fase da primeira namorada;
- A fase do primeiro “coice” amoroso;
- A fase da segunda namorada;
- A fase do segundo “coice” amoroso;
- A fase das “cadelas” com os amigos;
- A fase da percepção que “cadela” significava beber demais, mas porra!... Não precisava ter sido tanto!!;
- A fase da primeira “alma gémea”;
- A fase da cadelas com os amigos e a primeira “alma gémea”;
- A fase da descoberta que uma grande “cadela” com a nossa primeira “alma gémea” só resuulta em uma de duas coisas: - ou ficamos 12 horas incapacitados de ter um orgasmo e, nas primeiras 5 horas isso até a deixa extremamente feliz; ou então, acontece o primeiro ataque de ciúmes, e isso é mau;
- A fase do primeiro grande desgosto por afinal não se ter descoberto quem nos completa a todos os sentidos;
- A fase da descoberta da segunda “alma gémea”;
- A fase do segundo grande desgosto por afinal não se ter descoberto quem nos completa a todos os sentidos;
- A fase em que nos apercebemos que afinal o melhor que temos são mesmo os amigos de quem nos afastámos para nos dedicarmos a 100% àquela com quem íamos passar o resto da vida*;

* a partir daqui não sei. E nem vale a pena perguntar, porque vamos todos ter que passar por lá na mesma.

Coisas difíceis de dizer!

Não há coisas difíceis de dizer, há é coisas que não queremos dizer! Hoje disseram-me isto: "A nossa opinião podemos mostra-la a toda a gente, mas os nossos sentimentos, é melhor guarda-los para quem achamos que os merece"

Não foi exactamente assim que foi dito mas está parecido, e qual é a pertinência deste comentário?
Ora bem, eu comecei a escrever neste blog, sobre o que me vai dentro, e o que me vai dentro neste momento é tão estranho, tão bizarro, trágico horroroso e dramático, que eu próprio nem o consigo explicar!

Nem sei onde começo e onde termino, deixei de saber quando a pessoa que ponha limites no meu "ser" deixou de se interessar por mim, mas o que me deixa mais parvo, é que, o culpado disso sou eu! E não bastasse, consegui destruir toda e qualquer réstia de uma possível segunda oportunidade.
E que tipo de marreta usei eu? O meu desespero, a minha paranóia, todo o meu drama a minha tragédia, o meu horror! Eu em vês de dar espaço, tempo ao tempo, sai numa demanda pelo santo graal, por outras palavras, eu próprio. Se eu não sabia quem era então como é que alguém poderia estar comigo? E fui-me embora! E, agora, tarde, apercebi-me do seguinte: se tivesse ficado quietinho, no meu canto, calmo, e paciente, que talvez tivesse tido uma segunda oportunidade. E estupidez das estupidezes, (outra epifania) estar com ela é, era, mais importante do que descobrir quem realmente sou, porque era ela que fazia de mim alguém.

O horror que é descobrir que foi o drama que fiz que tornou a minha vida numa tragédia...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Será que sou uma grande vaca?

Ok, no outro dia disse a um amigo meu que tinha tido pelo menos 16 namoradas.
Bem, não foram 16, mas foram pelas minhas contas 4. O critério de selecção foi o seguinte: todas as com quem fiquei mais de 1 mês ou dois! Logo só tive 4, até agora!
Todas as outras, bem, eu digo 16 porque são as que eu mais ou menos me lembro, ou do nome ou de ter estado com elas. Não é que sejam menos importantes na minha vida, mas verdade seja dita, eu não fui nada na vida delas. Pelo menos metade tive o prazer de ter feito o amor com elas, umas melhor do que outras, mas nem todos temos de ser bons na cama, alias eu acho que nunca fui grande coisa no que toca a fuder!

E agora serei uma grande vaca por ter ido para a cama com tantas mulheres?
Isso afecta muito a maneira como as "próximas" me vêem?
Disseram-me há muito pouco tempo para não falar do meu passado a quem eu estiver da próxima vez, mas não é o meu passado de "vaca" que faz de mim quem sou? Sim, o passado não interessa, mas interessara a quem está connosco? Conhecer alguém não é mesmo conhecer quem nós fomos no passado e o que somos agora? Os dramas, horrores e as tragédias da vida da pessoa que amamos faz parte do que nos faz gostar de alguém, não são tudo coisas boas!

Alias, as coisas boas são as que nos mantém ali, as más são as que nos fazem gostar!

Ai tristesa das tristesas...

Já imaginaram o que será alguém que nós amamos tanto nos dizer que afinal não nos ama?
É uma martelada muito forte, posso dizer que é a maior martelada que já levei em toda a minha curta vida. Uma coisa é certa, não há dor física nenhuma que se assemelhe ou compare a isto, e eu sei do que estou a falar, eu fui ao dentista sem anestesia, e, não sei o que me passou pela cabeça, fiz a depilação do peito e costas a cera! Dói horrores! Mas tragédia das tragédias, a dor passa, drama dos dramas, aquilo que estavas a tentar esquecer porque estavas concentrado na dor física, volta!

É que não consigo arranjar substituto para isto que sinto, a dor física passa muito de pressa!

Agora o engraçado é que fiz a depilação do peito e costas, e não sei porque razão!

Ok, senti me um herói, por ter aguentado tanta dor física, cheguei até a achar que não ia conseguir ir até ao fim com aquilo! Mas agora não faz sentido, alias, já nada faz sentido, parece que tudo o que eu fazia era para ela, nada que eu tenho agora me serve.

Não tenho vontade de voltar para as coisas que eu acho que só as fazia só porque estava com ela. E ainda por cima ela anda a sair com o ex.

Tudo bem, Beijinhos e até para a semana que vem...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O Drama o Horror e a Tragédia

O Drama o Horror e a Tragédia…
…que são as nossas vidas.

O Drama…

Enfim, temos algo que achamos que é garantido, certo? E depois essa coisa desaparece. E fazemos o quê agora? Ficamos a nora, já nem sabemos porque raio aqui estamos! O Drama da minha vida é o mesmo de sempre, mulheres. Umas gostei tanto que fique parvo de tanta infelicidade, mas pensado bem, eu nunca tinha pensado no que realmente era melhor para ela. Pensando bem, isto de não estar comigo deveria mesmo ser bem melhor para ela, pelo menos foi o que descobri. Descobri também que, afinal estava a ser tão egoísta que ao sentir “dor” por não as poder ter não estava a pensar nela, estava a pensar em mim mesmo! Ou talvez não estivesse a ser egoísta, estivesse só a providenciar um serviço, um serviço não encomendado, uma massagem ao EGO na pessoa de quem eu gosto, mas que não quer estar comigo! É isso, eu estava a sofrer, para alguém se sentir bem!


O Horror…

Agora é a parte mais difícil, aceitar que essa pessoa ou pessoas, ficam melhor se nós não estivermos lá. Lá onde? Ora, na cama com elas, nas festas com elas, em todo o lado com elas! Quer dizer, um tipo habitua-se a ter certo tipo de regalias, que são as regalias de estar com uma mulher, (sexo e seu derivados…) e depois é obrigado a prescindir disto assim de um momento para o outro, não é justo! Pelo menos é o que eu acho! E entramos em depressão, não se come, não se fala, não se fode, não se nada, nada mesmo. Desata-se a chorar a torto e direito e nada parece fazer sentido, parece que está tudo parvo. E mesmo que pensemos que estamos a disfarçar bem, e que ninguém reparou que estamos na foça, afinal já todos repararam.


A Tragédia…

Agora que tudo assentou, e já se fez alguma coisa mesmo muito estúpida que deixou todos a sentir pena de nós, é trágico como todos tem vontade de te ouvir, todos querem saber como te sentes. É o Psicanalista que existe dentro das pessoa a querer sair. O engraçado é que o que temos para dizer, não é para esses psedo psiquiatras, mas sim para a pessoa que não quer ouvir o que temos para dizer, e não dizemos que mais vale tê-la perto, sem querer ouvir do que longe, sem nos querer falar!
Mas que grande drama, ai o horror e a tragédia que é a minha vida….