sábado, 31 de outubro de 2009

não haverá perdão...

Não há perdão, para aqueles que olham para dentro, e que se recusaram a enfrentar a fera.
Nem para aqueles que a olham nos olhos, e nada fazem! Nem para mim nem para ninguém, nunca haverá! Eu enfrentei-a, no seu território, no seu domínio, o meu domínio, e falhei. Agarrei-a pelo pescoço, puxei a sua face de encontro à minha, e declarei o meu ódio, as minhas intenções, o meu dever perante tal ameaça. E, falhei. O monstro foi mais forte que eu. Agora, começo a acreditar que se calhar nunca houve um "eu", mas sim sempre um monstro, esperando a altura certa para sair, e agora que ele saiu, agora que ele está cá fora, na luz do dia, ao calor do sol, dificilmente voltará de livre vontade, para o sitio onde pertence, para o mais fundo e sombrio do meu ser, o meu verdadeiro eu! Toquem os tambores, que soem os trompetes, pois "eu", o mostro estou de volta, e não perdoou.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Se assim tiver que ser...

Quero estar contigo!
E nunca te deixar
O tempo não pode andar
Uma porta aberta, o desejo de ficar
Mesmo assim...
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Mas há coisas mais importantes
Assuntos mais relevantes
São momentos agoniantes
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Quero sentir-me bem
E fazer-te sorrir
Mas estás tão longe, estás além
Doi-me, ver-te partir
Quero estar contigo!

Quero estar contigo!
Mas contigo não vou puder estar
E assim vai ter que ser
Assim vou ter que viver
Mas um dia há-de passar
Quero estar contigo!

sábado, 24 de outubro de 2009

nada

São, ou passam, quase das 4 manhã, e continuo sem conseguir dormir. Há mais de 36horas que não durmo, e o meu cérebro recusa-se a desligar. Já estou bebado, quase nem vejo as letras do teclado que estou a martelar, a ver se consigo fazer sentido! Não há alcool que me satisfaça, estou tão vazio como ainda há pouco, continuo tão acordado como ainda há pouco, e, sinto tanto a falta dela agora, como ainda há pouco.

24 de Outubro de 2009


(...)



Sinto tanto, tanto frio,
Neste momento aqui sozinho
Pensando no amor que partiu
Sem mim, seguiu seu caminho


(...)
24 de Outubro de 2009




Pronto, já nem sei há quantos dias não durmo, mas já deve ser pelo menos uns 3. E por incrível que pareça, não desligo, é que não consigo mesmo desligar, o meu cerebro continua a trabalhar a 200 à hora, com todo o tipo de lixo. No ultimo dia, acho eu que foi ontem, mas também pode muito bem ter sido ainda há pouco, já nem sei, no ultimo dia, o meu querido cérebro acelerou de tal forma que nem sei se consegui ao menos controlar o que disse, ou se alguém, mais do que eu, ouviu as minhas conversas imaginarias com alguém que nem lá estava, andei, sei lá quanto tempo, a imaginar, a falar, eu falava e ouvia a resposta, e respondia de volta, pelo menos é isso que eu acho que fiz, já nem sei!
Já não durmo há tanto tempo que, o ar, o ar parece sólido, custa-me a atravessar, faz resistência, e tudo o resto parece um, parece que está em câmara lenta, e há momentos que de repente, sem dar por isso volta tudo há velocidade normal! Hoje, avho que foi hoje, por exemplo, estava a fuma, e, o fumo do cigarro nunca me tinha parecido tão bonito, só reparei que tinha deixado o cigarro arder todo entro os dedos quando senti o calor junto a beata.
Neste momento estou profundamente lúcido, quanto tempo durará!?
28 de Outubro de 2009

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

bílis...

Não consigo, não consigo desligar, estou mesmo farto disto, foda-se caralho merda. Acorda seu monte de merda, não vês que assim ainda vales menos? Tenho este grito entalado na garganta, e não consigo gritar, porquê eu? Porque é que teve logo de ser eu? Não é engraçado? Eu, eu é que sou culpado de me sentir assim, por mais que uive, por mais que esperneie, por mais que queira perdão, foda-se, eu é que sou o culpado! A merda com tudo e com todos, que sentem pena de mim, a merda com isto que sinto, a merda com a vida, a merda com ela, que não me ama. Foda-se porque raio simplesmente não sou capaz de aceitar que acabou? Porque raio tenho de andar a lembrar-me disto ou daquilo que fizemos juntos? Ela já esqueceu tudo, para ela, foi só um momento, e para mim, uma eternidade que demora tanto a passar! Estou farto deste blog e do que escrevo, estou farto dos montes de merda que não me são nada, mas mesmo assim, querem saber da minha vida, estou farto de tentar fingir que estou bem, estou farto, de não conseguir fingir que estou bem, estou farto de querer saber como ela está, ou se perguntou por mim, estou ainda mais farto de mim, farto de me sentir impelido a escrever estes montes de merda verbais, que eu posto neste blog. E continuo sem conseguir desligar esta merda de cérebro que continua a não me obedecer! Vou as vezes no carro, e dou por mim a rir sozinho, sem dar por isso, estava a fantasiar, ou a relembrar uma ou outra conversa que tivemos, e quando me apercebo, sobe-me o sabor de vomito a boca, um sabor acido, metálico, e depois choro como um parvo, foda-se, estou mesmo a rir nos porcos não tarda nada, se não começo a dormir outra vez, e a comer, é para rir, não me lembro mesmo há quanto tempo foi que eu dormi 5 ou 4 horas seguidas! E, vou dar com a porra de uma musica do "Cirque Du Soleil", chamada "Allegria", e, é como se me dessem um murro no estômago, fico sem ar, não concigo engolir a saliva que tenho na boca, porque tenho a garganta tão seca, e por mais força que faça, por mais que eu não queira, o caralho das lágrimas correm-me cara a baixo, sem parar, e o que faço eu? Desligo a musica? Não, eu ouço-a até ao fim, e depois, ponho do principio, e vais, mais uma dose de bílis na boca, e o cheiro a vomitado, que me invade o nariz, e mais dor física.
Estou me a rir agora, é que nem sei porque raio me torturo desta maneira, mas não consigo parar, será que ninguém me faz o favor de me parar, por favor? Estou no meu limite, vamos lá ver até onde consigo aguentar até partir!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

suponho, logo existo

A suposição, é, sem duvida nenhum o nosso maior inimigo, e eu, suponho muito, suponho demais.
Acreditei em tantas coisas, e agora, sinto-me enganado, como se tivesse vivido uma mentira, uma mentira que eu criei, e embrulhei-me nela, no calor dessa mentira, nasceu o meu vicio de ti. Agora, que me apercebi disto, fui mais uma vez inundado por sentimento, dores, suposições, que se espalham pelo meu corpo, como veneno, a cada batida do meu coração. Ciume, ódio, raiva, pena, tristeza, arrependimento, todos os venenos da alma, num só, da superfície da minha pela ao mais profundo do meu ser, a tortura-me, a destruir a ultima gota de luz, sanidade mental que existia em mim. Mesmo assim, todo o meu corpo luta para não morrer, mesmo que, eu tenha desistido, o meu coração recusa-se a desistir, e quanto mais bate, e luta para sobreviver, mais e mais veneno se espalha pelas minhas veias, mais e mais ódio me ferve o sangue. E tenho medo, muito medo, que derrapante, expluda, e não serei capaz de me travar, serei uma avalanche, um vulcão de cólera, a borbulhar como lava, destruirei tudo e todos à minha passagem, serei um tornado de emoção, remoinhos de intensidade tal que avassalarão tudo ao seu redor, e deixarei-a sem nada, vazia como eu.
Como disse antes, eu suponho de mais. Digo tudo isto porque, estou magoado, nunca lhe faria mal algum, mas supor, é o que me resta.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Homenagem a quem acha que nada merece...

Algo que me deste no ano de mil novecentos e troca ao passo, e que sempre me tem acompanhado... Vê lá se te lembras disto:

" À prova de bala, quase. Eventualmente"

" A procura nunca termina, ser ou não ser termina sempre por não ser, quando queremos deixar de viver. Morrer não é a solução, viver sem "tesão" é? O mais difícil é ser e ter medo de nunca mais ser amado, para mim é deixar de existir, eu tenho medo disso. A vida é para deixar viver e acabar por morrer, eventualmente. Estou com dificuldade de aprender que isto não é para mim, mas enfim, se doer é porque estou vivo, só isso é razão para continuar a sofrer. O que se pode fazer quando, eventualmente, acontece. Num mundo onde sofrer é sinónimo de viver, mas viver é o que nós fazemos com o sofrimento, a palavra de ordem é o amor, porque tudo é regido pelo amor a algo. Quando me perguntam o que quero ser, fazem-no de forma imperativa. Mas eu já sou, ou não sou? O que respondo? Nada, é de graça. Tem graça, não tem?

Sou à prova de bala, mas acabei por me ferir numa pétala de rosa.

Fim de situação"

Por: Dário Martins

fim...

Ela não me ama, e pronto, não há nada a fazer.
Quero dar um fim a isto, a esta, esta dormência, a esta minha inaptidão.
Mas, mas eu ainda a amo tanto, como é que, simplesmente, posso desistir disto?
Posso e tenho de o fazer, estou a morrer, lenta e estupidamente, por dentro.
Consegui, com todo o meu desespero, fazer com que me odiasse, mas eu não a consigo
odiar, ou não quero, não sei! Tudo o que fiz, o que lhe disse, ela não quis ouvir.
Não sou o primeiro, nem serei o ultimo a sofrer de coração partido, e também não sou diferente.
Sou é incapaz de lidar com isto, fraco, e as perguntas que faço, não têm resposta!
Gostava de poder parar de sentir, ou que pelo menos não fosse ela a a primeira e a ultima coisa que penso, estou vazio, vazio de todo, e cheio de nada, não há nada que eu queira, nem ninguém que me queira dar, seja o que for. Não tenho nada para dar, nem ninguém a quem dar seja o que for!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Memórias de um pequeno sentimento

O que é que se faz quando se descobre, que afinal, não somos imunes àquele sentimento que é o de gostar de alguém?
Sinto-me, de repente, como se tivesse sido acordada violentamente de um sonho no qual não se quer acordar.
Gostava de o ter previsto... mas como já alguém disse: "o amor acontece"!
-Pois- respondes tu!
Temos convivido em demasia, ou não!
Quase que dou por mim a sofrer a tua dor, o que me dói ainda mais...
Como é que isto foi acontecer????
Podia ficar a irradiar alegria por sentir o que sinto, mas em vez disso invade-me uma tristeza enorme.
-Ficas melhor de cabelo apanhado! - e eu uso-o assim, secretamente, só para ti!
Não me sinto à tua altura, por isso prefiro sofrer no meu silêncio.
E perguntas-me o que tenho, que estou esquisita; e eu fujo, como tento fugir deste sentimento que descobri!
Era o fim da nossa amizade, eu sei. Por isso não to posso dizer, nem a ti nem a ninguém.
Até penso, por vezes que isto só pode ser imaginação da minha cabeça. Eu não queria, juro que não queria, gostar de ti desta maneira... mas aconteceu. Apanhou-me desprevenida e agora não sei o que fazer...
E tu só respondes:
-Bom dia Coração!

O tempo disse ao tempo que o tempo não tinha tempo

Tenho a cabeça pesada e a latejar, no entanto está a correr a 300 à hora e não sei porquê.
Não bebi cafés a mais que o normal, não tomei nem fumei substâncias ilícitas, não consumi álcool.
Tou eléctrico. Tanta coisa a passar nesta carola: coisas que tenho para dizer a certas e determinadas pessoas; um diploma para ir levantar; uma proposta para ganhar rios de dinheiro (antes fosse) que se baseia fundamentalmente em construir sites dinâmicos, mas em que vou ter muuuuita matéria para assimilar; um site estático para acabar; uma animação em flash para construir; o carro para arranjar; gastar 8 horas no trabalho que me dá um ordenado ao fim do mês; fraldas para mudar; morangos para apanhar (LOL); entre outras soisas que a memória me leva sem pedir licença...
No fim disto tudo, digo: "Éh páh! tenho tido montes de coisas para fazer, não tenho tempo para nada!"
Para além disto, tenho pensamentos, parvoíces, desabafos aqui a gritar para sair, e são tantos que se misturam uns ao outros, acabando numa grande salganhada que nem eu percebo.
Com tanta coisa para pensar, acabo por não fazer nada e fico ainda mais cansado do que se tivesse feito..

domingo, 11 de outubro de 2009

amanhã

amanhã,
amanhã é o dia que eu não quero ver nascer
é amanhã que não te volto a ver,
amanhã, amanhã vai ser outra vez hoje
e hoje foi impossível de viver.
Ontem chorei, pelo hoje e pelo amanhã
hoje choro pelo ontem e o depois,
amanhã vou chorar pelos dois
amanhã não quero viver mais.
O meu ontem e hoje são iguais
e amanhã será o mesmo,
um hoje sem sentido
mais um dia vivido
sem querer ver o ontem o hoje,
e muito menos,
amanhã.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

preciso...

preciso que me abracem,
preciso sentir o calor do corpo de alguém
preciso que me digam: amo-te
preciso que me desejem
preciso de saber se chorou
preciso saber o que faz
preciso saber onde está
preciso vê-la
preciso tocar-lhe
preciso tê-la
preciso deixar de chorar
preciso deixar de amar
preciso deixar de sofrer
preciso deixar de querer
preciso voltar a viver
mas, preciso tanto...
preciso tanto, deixar de precisar...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A musica perfeita para o meu funeral: