domingo, 13 de dezembro de 2009

alma

...ando à procura das respostas para as minhas perguntas nos outros, de solução para os meus problemas, nos problemas dos outros. Tento, e quero ver o meu reflexo nos outros, quero ver a minha cara, quero ser, o que os outros vêem. Ouço, e falo, digo coisas, e nada me sabe bem, nada tem sabor, já nem as minhas lágrimas são salgadas, ou isso, ou deixei de lhes distinguir sabor de tanto as provar. Não sinto pena, nem compaixão, nem prazer. Não tenho alma, não sei onde a deixei, nem sei se a perdi, se alguma vez tive tal coisa. Acho que é por isso que nem me lembro como foi que aqui cheguei, deve ter sido sorte se calhar, bem, sorte não, eu não acredito nem em sorte nem em destino, recuso-me a acreditar que as vidas podem ser guiadas pelo acaso, ou que estamos destinados a percorrer um determinado caminho como fazem os comboios, sem hipótese de mudar o rumo. Mas e afinal acredito eu no quê? Pois, é mesmo isso que eu gostava de saber, há mais de 10 anos que estou nisto, e nem um milímetro progredi. Será físico, será psicológico, químico? Ou melhor, matemático? Astronómico! talvez um bocadinho de tudo? Um corpo físico frágil, psicologicamente desequilibrado, desencadeando reações químicas, impossíveis de contabilizar, e tudo isto por influência dos astros.
Pessoa falava de o corpo como um vaso, eu falo do corpo como um caminho, a nossa alma o mapa, o dificil mesmo é entende-lo.
Faço eu o quê, se não tenho mapa?

1 comentários:

Maryline disse...

começas lg mal... a maioria das pergntas n têm resposta e mt mens as encntraras nos otros pk muitas dessas pergntas derivaram por culpa deles :p

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