quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Hurt

I hurt myself today
to see if I still feel
I focus on the pain
the only thing that's real
the needle tears a hole
the old familiar sting
try to kill it all away
but I remember everything
what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

I wear this crown of thorns
upon my liar's chair
full of broken thoughts
I cannot repair
beneath the stains of time
the feelings disappear
you are someone else
I am still right here

what have I become?
my sweetest friend
everyone I know
goes away in the end
and you could have it all
my empire of dirt

I will let you down
I will make you hurt

if I could start again
a million miles away
I would keep myself
I would find a way


-by Trent Reznor-


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Que julgas tu?

Pensas que quero morrer? Que é assim que eu vejo o meu fim?
Aqui e agora, neste preciso momento? Não, enganas-te, eu não quero morrer.
Não consigo para de tremer perante ela, a olhar-me com aqueles grande olhos, vazios e negros, e a dizer-me: "chegou a tua hora, vamos". Morte do caralho, eu tenho ainda tanto para fazer, deixa-me só mais um bocadinho, deixa-me só terminar o que não acabei, dizer a alguém que a amo, criar um filho e plantar uma árvore. Deixa-me aquecer-me pela ultima vez nos braço de quem me quer, e beijar quem me ama. Deixa-me confortar alguém que chora, ou dizer um até logo a um amigo.

"É tarde, o teu tempo já passou" - diz ela, e as lágrimas não param de correr cara a baixo.

"EU NÃO QUERO IR" - grito em pânico, não pode ser assim!?

O que foi que fiz para merecer isto? Desta forma?

Ela não se mexe, parece que lhe dá prazer ver o meu terror, a angustia que sinto.

"não é justo" - E agarro-me aos seus pés, implorando...

"Não é justo, dizes tu? não é justo para quem? isto não tem nada haver com ser justo, é a ordem natural das coisas, aceita o inevitável, será mais fácil assim!" - A sua voz faz-me estremecer a cada silaba, e não consigo para de tremer, que caralho.

"Posso pelo men...............................................

...

...não consigo respirar, não consigo parar de tremer.

domingo, 3 de janeiro de 2010

The Art Of Drowning

I wonder how it all got started, this business
about seeing your life flash before your eyes
while you drown, as if panic, or the act of submergence,
could startle time into such compression, crushing
decades in the vice of your desperate, final seconds.

After falling off a steamship or being swept away
in a rush of floodwaters, wouldn't you hope
for a more leisurely review, an invisible hand
turning the pages of an album of photographs-
you up on a pony or blowing out candles in a conic hat.

How about a short animated film, a slide presentation?
Your life expressed in an essay, or in one model photograph?
Wouldn't any form be better than this sudden flash?
Your whole existence going off in your face
in an eyebrow-singeing explosion of biography-
nothing like the three large volumes you envisioned.

Survivors would have us believe in a brilliance
here, some bolt of truth forking across the water,
an ultimate Light before all the lights go out,
dawning on you with all its megalithic tonnage.
But if something does flash before your eyes
as you go under, it will probably be a fish,

a quick blur of curved silver darting away,
having nothing to do with your life or your death.
The tide will take you, or the lake will accept it all
as you sink toward the weedy disarray of the bottom,
leaving behind what you have already forgotten,
the surface, now overrun with the high travel of clouds.


By: Billy Collins


quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Inevitabilidade

Texto elaborado quando me encontrava no meu 11º ano de escolaridade, após um desgosto amoroso. Peço desculpa pelos erros gramaticais, mas optei por me manter fiel às palavras originais.

The inevitability of our last departure drives the majority of us, mortals, to defy the true meaning of inevitability. All try to overcome expectations of mortality in belief of some kind of escalation on the ladder of spiritual evolution. Each one chooses his own path to ascend. I believe life has but nothing of engorgement, all points to the contrary, but yet if this episode, in mankind almost insignificant is unfortunately so filled with grief and feelings that most rarely point to positivity, why should we try to escalate this ladder? Is it the right thing to do? Is there anything right or wrong? Isn't everything always right in the eyes of whom executes? I no longer feel eagerness in prevailing, in overcoming mortal expectations. I only feel eager to reach the inevitable.

Tradução:
A inevitabilidade da nossa última partida move a maioria de nós, mortais, a desafiar o verdadeiro sentido da inevitabilidade. Todos tentamos exceder as expectativas da mortalidade na crença de algum tipo de escalada numa escada de evolução espiritual. Cada um escolhe o seu caminho para ascender. Eu acredito que a vida não tem nada de pleno, tudo aponta para o contrário, mas ainda se este episódio, na humanidade insignificante é infelizmente tão carregado de sofrimento e sentimentos que raramente apontam a algum positivismo, porque deveremos nós tentar escalar esta escada? É a coisa certa a fazer? Haverá alguma coisa certa ou errada? Não é tudo sempre certo aos olhos de quem executa? Já não sinto entusiasmo em prevalecer, em sobrepor as expectativas mortais. Apenas sinto entusiasmo em alcançar o inevitável.

Texto escrito por: ZeNz0r (Ano lectivo 1999-2000)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Vazio

Reina a calma, por fim, num coração dilacerado por uma paixão arrebatadora, predominando assim um vazio imenso e silencioso, como se tudo, de repente, se tivesse tornado como nos filmes de antigamente: mudos e a preto e branco.
O mar canta agora melodias tristes, cinzentas e violentas como nos dias de tempestade.
O céu, outrora azul e luminoso, cobre-se agora de um luto pesado, chorando a tristeza cantada pelo seu querido mar.
Tudo é tristeza e escuridão a seus olhos... Apenas uma luz pequenina tenta romper e sobrepôr-se à noite que perpétua no seu mundo. Mas tenta, apenas. Pois as forças faltam-lhe e o ar torna-se rarefeito ao longo do seu doloroso caminho.
Talvez um dia tenha forças suficientes para triunfar sobre a pesada noite que a encadeia e, talvez nesse dia, o mar cante alegres melodias e o céu se vista novamente daquele azul harmonioso de perder vista.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Liberdade

Mas quem disse que a nossa liberdade foi conquistada com o 25 de Abril??
Liberdade de expressão? Mas que no entanto não nos deixa falar de tudo o que sentimos. Liberdade de expressão para com quem? Se nem a pessoa que amamos podemos ter a liberdade de o dizer.

A nossa liberdade acaba quando começa a do outro, palavras de alguém sábio. A nossa liberdade acaba a partir do momento em que nos limitamos no que queremos fazer, porque apenas fazemos aquilo que podemos, ou seja, aquilo que os outros suportam.
Eu não sou livre, porque não posso chegar onde os meus sonhos chegam, porque não posso amar quem amo e porque muitas das vezes escondo aquilo que sou. Ninguém conhece ninguém porque ninguém pode ser livre a esse ponto.

Ontem deitei-me muito frustrada porque pensava neste mundo em que vivo e pensava no que as pessoas fazem umas às outras, no quanto nos magoamos, no quão falsos somos. A vida é muito curta e durante esse curto tempo o que fazemos? Praticamos o mal. Não podemos amar, e quando podemos fugimos porque não podemos confiar. Qual a razão de viver? Mostrar e provar a todos o quão não prestamos, o quanto não sabemos viver, o quanto não somos felizes? Eu indigno-me a viver num mundo assim e tenho pena que ele nunca venha a mudar.
No meio disto tudo, dou por mim com esperança, dou por mim a acreditar… Acreditar que pelo menos eu posso ter melhor, que posso mostrar a alguém o verdadeiro valor da vida, o que é amar, confiar e com isto ser feliz… Mas em momentos como o de ontem, também as duvidas me consomem por isso choro… Choro por ser insignificante no meio disto tudo e nada puder mudar, choro porque não posso ser livre e porque por mais que acredite não vejo. Dizem que acreditar é ir além do ver, é sentir, e eu sinto a maldade das pessoas, sinto aquilo que elas fazem, sinto o ódio e vejo o sofrimento, vejo a mágoa tanto de quem faz como de quem sofre, porque isto vem de trás, porque os que magoam agora já foram magoados e penso…o que fazer para mudar isso, porque é no acreditar que se pode mudar, que se conseguirá. Muitos dizem: não faças o que não gostas que façam a ti! Pois bem, porque não fazer realmente aquilo que dizem? São apenas palavras que de nada valem sem as acções, será que até se enganam a si próprios?? A resposta é sim. E eu penso, nasci no mundo errado, talvez nem devesse ter nascido porque no meu coração carrego sentimentos bons, sentimentos que não posso partilhar com ninguém porque ninguém os quer, porque não sabem partilhar. Ao ponto que o ser humano chegou!!! Haverá salvação? No meu coração sei que há. Salvarei eu alguém? Eu espero que sim, senão qual será de facto o motivo do meu nascimento? Preencher mais um espaço? Não quereria eu ter vivido se assim fosse…

As pessoas deveriam olhar melhor umas para as outras e deveriam valorizar mais aquilo que têm, um dia quando não tiverem será tarde demais, depois não terão como remediar, depois já não haverá lugar para a felicidade. O mundo traduz-se em sofrimento quando deveria ser uma dádiva… As pessoas não sabem viver…

… E essa é a minha conclusão!

escrito por: Maryline Christelle


Vida...

Viver e sobreviver sempre foi uma batalha constante...
Todos os dias lidamos com situações e pessoas as quais não entendemos, todos os dias desiludimos e somos desiludidos...e todos os dias perdemos coisas difíceis de perder... ou porque errámos ou porque erraram connosco... não podemos julgar porque por muito que nos tenham magoado também já magoámos... e é muito dificil emendar uma coisa que já tentámos tantas vezes...
As coisas acontecem porque errar é humano, desde que aprendamos com os erros, mas não vale a pena chorar o leite derramado, o que não tem remédio remediado está... resta nos preparar a próxima batalha, porque tudo é relativo e não saberemos o que nos vai acontecer amanha...
O que não nos mata torna nos mais fortes e com tempo tudo se esquecerá, ou pelo menos ajudar-nos-à a aceitar e a lidar com cada desgosto...

O que tiver que ser será...

escrito por: Maryline Christelle


para muito poucos, não para todos!

Quando uma coisa corre mal, tudo corre mal!
Mal temos forças para continuar, não temos forças para esperar...
Mas tudo melhora, nem q seja por breves instantes, pelo menos para termos um pouco de paz,
para descansarmos!

E quando isso acontece, sabemos que passado um tempo todo voltará a estar mal!!
E é nestes instantes que nos apercebemos daqueles que são ou que se tornam importantes para nós, são aqueles que não nos deixam desamparados e que estão lá para nos ouvir e nos distrair..São essas pessoas que nos fazem querer esperar pelo amanha. e que nos dão esperança de que tudo vai melhorar... Para mim essas pessoas são muita poucas...

E por isso o meu Obrigada por existirem. Também podem sempre contar comigo!!

escrito por: Maryline Christelle


saudade

Saudade!! palavra tipicamente portuguesa que embala grande tristeza..
Saudade dos tempos que já passaram e que não voltarão!
A saudade dói, a saudade fere, deixa uma ferida que não cicatriza!!
Saudade é despedida dos bons momentos ou pessoas que passaram pelas nossas vidas,
reflecte o tempo que não volta atrás!!

Tudo se vai, nada fica!! nada! a não ser a saudade...


escrito por: Maryline Christelle